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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Resumo - Aristóteles, por Gustavo Bonfim

A filosofia de Aristóteles se baseia em quatro aspectos importantes: a lógica (Organon), filosofia teórica (metafísica, ontologia, teologia, matemática e as ciências da natureza), a filosofia prática (política, ética, estratégia, economia e a retórica) e a Poiesis (tecnologia e a estética, abrangendo técnicas artísticas e suas representações). 

Assim como Platão, suas ideias são divididas em três fases:
A cópia na arte, para Aristóteles, é voltada para ênfase e evidência do trabalho, não se caracterizando como algo condenável.
A crítica metafísica à teoria de Beleza de Platão.
A catarse, ação purificadora da arte.

Ao contrário de Platão, ao estudo da estética de Aristóteles tem seu foco na arte, suas derivações, práticas e técnicas. A produção artística tem como objetivo acrescentar algo de belo na natureza, aperfeiçoando-a. Este é o princípio do hilemorfismo, onde hyle (matéria) + morphé (forma) + finalidade = catarse (purificação da alma).

A produção artística se baseia na ideia dos objetos, que já estão na natureza e que, para o artista, merecem ser retratados. Mas para isso, necessita-se de talento, técnica e conhecimento. Para retratar algo belo é preciso saber que beleza se aplica apenas com as medidas certas, harmonia perfeita, e perfeição, em geral.


Assim como Platão, Aristóteles determina a Beleza de um objeto através das suas características, objetivamente.

BONFIM, Gustavo. Notas sobre Design e Estética. 2001.33p a 36p. PUC-Rio, Departamento de Artes e Design.

domingo, 19 de maio de 2013

Resumo - Ontologia do Belo de Platão, por Gustavo Bonfim


Na ciência estética, a ontologia é responsável pelo estudo da origem, causa, essência e natureza das categorias estéticas que compõe o Belo Ideal. Essa Beleza Essencial é parte do Mundo das Ideias. Tudo que existe no mundo terreno não passa de uma imitação, imagem do objeto real que existe no mundo ideal (divino, bom, verdadeiro). Portanto, a beleza que existe no mundo dos homens é falsa, é apenas um caminho para o amor, único verdadeiro modo de se contemplar novamente a Beleza Absoluta.
Em relação à arte, para Platão, sua função é tentar retratar, recordar o que uma vez foi contemplado no Mundo das Ideias, suas formas verdadeiras aproximando a beleza terrena da beleza das essências. Por isso não acreditava na arte como forma livre de expressão individual, pois cria aparências desprovidas de essência.
Há também o conceito de estética da ordem, onde se pode alcançar a beleza através da simetria, harmonia, ritmo, medida, fatores que foram muito utilizados na arquitetura grega clássica e são utilizados até hoje em várias áreas de criação de produtos estéticos.
Além de se achar um objeto belo pelas suas características perfeitas, a funcionalidade também pode torna-lo belo, uma vez que cumpre sua função para a qual foi criado para exercer. A realidade deve sempre buscar se aproximar da idealidade.

BONFIM, Gustavo. Notas sobre Design e Estética. 2001. 27p a 32p. PUC-Rio, Departamento de Artes e Design.